Tempo até o checkout cai quase 13% em jornadas de compras digitais

Tempo até o checkout cai quase 13% em jornadas de compras digitais


Em um cenário de vendas cada vez mais complexo, impulsionado por um novo momento da mídia onde conteúdo, entretenimento e consumo se misturam

Isso afeta diretamente a dinâmica de compras pela internet: entre 2023 e 2025, o tempo médio entre a visualização de um produto e a finalização da compra caiu 12,9%, conforme apontam dados de uma pesquisa da WGSN em parceria com a VTEX.

O dado demonstra como consumidores estão cada vez mais pragmáticos e menos dispostos a enfrentar jornadas longas e complexas. Toda plataforma se transformou em canal de mídia e todo conteúdo passou a ser também um ponto de venda. As mudanças desafiam marcas e varejistas a repensarem suas estratégias, exigindo presença consistente e experiências integradas em cada interação com o consumidor.

A agilidade na compra e na entrega se tornou também um diferencial competitivo no varejo. Impulsionadas pela eficiência mais do que pelo tempo, as etapas de compra estão cada vez mais rápidas, refletindo a transformação da jornada do consumidor. 

O Quick Commerce, ou “Q-commerce”, exemplifica essa tendência ao prometer entregas ultra rápidas, em até 30 minutos, e vem ganhando escala em mercados, como na Índia, que já movimenta mais de R$ 64 bilhões e deve triplicar até 2028, segundo a CareEdge.

Plataformas como o TikTok mostram que a forma como os consumidores descobrem e compram produtos está mudando rapidamente, com formatos interativos ganhando protagonismo. Nesse contexto, os números falam por si: No TikTok Shop dos US$ 26 bilhões de GMV, vídeos curtos responderam por 50%, funcionalidades de loja no aplicativo por 36% e transmissões ao vivo por 14%, reforçando como formatos inovadores já impactam diretamente a receita.

Segundo Amanda Bortolini, Consultora na WGSN Mindset na América Latina, para garantir destaque e garantir a vantagem competitiva, empresas devem focar em uma presença consistente e não em uma jornada idealizada. Isso implica ajudar o consumidor a navegar entre inspiração, comparação e decisão no mesmo ponto de contato, ao mesmo tempo que se criam anúncios contextualizados e personalizados.

Veja, abaixo, três tendências estratégicas que podem ajudar nesse sentido e, potencialmente, redefinir o comércio nos próximos anos:

Descentralização: O ponto de venda deixou de ser apenas o site ou a loja física e passou a estar no feed, no inbox e nas lives, como é o caso das plataformas como TikTok, Instagram, WhatsApp e YouTube, que se tornaram marketplaces distribuídos.

Advocacy: Os consumidores passaram a ser os novos vendedores e propagadores do que acreditam e confiam, enfatizando que eles querem ouvir quem usou e não quem vende. Hoje, 70% das pessoas compram a partir de recomendações de criadores de conteúdo, e a credibilidade desses influenciadores cresceu 34% em relação a 2024.

Demanda preditiva: IA e Big Data possibilitam antecipar comportamentos e oferecer soluções antes mesmo da necessidade ser declarada. Atualmente, 82% dos consumidores estão dispostos a compartilhar dados para uma experiência personalizada, reforçando que anúncios contextuais e publicidade não invasiva são o novo padrão de conexão.

Fonte: Mundo do Marketing


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